Na tarde de quarta-feira, 25, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) montada pela Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú para averiguar supostas irregularidades no Hospital Ruth Cardoso, vereador Claudir Maciel (PSD), esteve na sede da unidade de saúde para notificar o prefeito Edson Piriquito (PMDB) sobre o início das investigações que serão realizadas pela Comissão. O encontro ocorreu após a primeira reunião realizada pelos membros da comissão, na sede da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú.
Além do presidente da CPI, no hospital esteve o relator Marcos Kurtz (PMDB) e os membros da comissão Fabrício de Oliveira (PSDB), José Hanníbal (PP), Asinil Medeiros (PR) e Dão Koeddermann (PSD). Foi levado ao prefeito um ofício sobre a abertura dos trabalhos da CPI. Piriquito colocou a equipe da unidade de saúde à disposição dos vereadores.
Os integrantes do gabinete da prefeitura foram transferidos para o Hospital Ruth Cardoso, para atuarem junto com o interventor e médico Eroni Forest. Claudir Maciel relatou ao prefeito os objetivos da comissão. “Quem fez mau uso do dinheiro público deve pagar, chega de impunidade”, afirmou.
Na conversa, Piriquito admitiu que houve um arrombamento registrado durante a madrugada no setor de compras da unidade de saúde, mas que segundo funcionários responsáveis não houve a perda de documentos elaborados pela Cruz Vermelha. A instituição foi contratada pela prefeitura para administrar o hospital, mas foi retirada do comando através de um decreto de intervenção.
Reunião da CPI
Durante a reunião dos integrantes da CPI, ocorrida também nessa quarta-feira, foram definidas as etapas de trabalho. Serão solicitados à Prefeitura e Cruz Vermelha documentos como inventários patrimoniais, organograma de cargos e lista de bens móveis existentes, como equipamentos médicos usados nos atendimentos.
Ao Ministério Público será solicitado o inquérito civil que também apura as falhas da administração da unidade de saúde, para aprofundar a investigação. Também serão solicitadas as notas de repasses financeiros, entre elas duas com recursos de R$ 1,35 milhão remetidos da Cruz Vermelha para uma sede da entidade no estado do Maranhão.
Serão ainda convocados a prestar depoimento na próxima quarta-feira, 2 de maio, os diretores da Cruz Vermelha, Milton Santoro e Fernando Vianna; o presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comus), Luiz Fernando Brito; o ex-secretário de saúde José Roberto Spósito; o atual secretário Rafael Schroeder; a diretora da WFO, Deise Kuztra; o diretor de compras da prefeitura Rui Dobner; e o gerente regional de saúde de Itajaí, Arnaldo Schmitt Júnior.














