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COMPORTAMENTO NO TRÂNSITO

Escrito em 12 janeiro 2012 por Alexandra

O trânsito é o deslocamento de pessoas, estando elas dentro ou fora de veículos.
O que ocorre é que, com a pressão de tempo, de compromissos e tarefas cada vez mais acentuadas no dia a dia das pessoas,  somado ao estímulo de compra de veículos cada vez mais velozes e potentes, o trânsito vem sendo cada vez mais uma disputa de espaço onde “quem pode mais, chora menos”.
Neste sentido, é comum vermos muitas situações no trânsito em que pessoas mais privilegiadas com um veículo maior ou mais potente se sinta “superior” aos outros que estão dentro de veículos menores ou que estão até, fora deles, no caso de pedestres.
Por outro lado, os motociclistas tem a vantagem de serem mais rápidos e, com isso também são marginalizados por desalinharem um trânsito que já está, na verdade, todo desalinhado.
Existe ainda o pedestre, neste cenário que não se sente como elemento do trânsito. Para ele as regras são feitas somente para os veículos e dessa forma ele somente julga os condutores mas dificilmente percebe que contribui muito para a construção do caos quando atravessa em locais inadequados surpreendendo os motoristas.

Olhando por outro lado, todos criticam todos!

O condutor critica o pedestre mas esquece que também é pedestre e, em grande parte das vezes, também não atravessa na faixa, por exemplo.
O motociclista reclama que o motorista não o respeita, mas não sabe ele que o veículo de passeio possui, no mínimo, 22 pontos cegos (na verdade, a maioria dos motoristas também não sabem) e que, por isso, deveria trafegar no “corredor” com sua moto, somente quando os veículos estivessem em congestionamentos ou ainda parados.
Os condutores de veículos reclamam das motocicletas mas gostam quando estão em casa e a pizza, o contrato, o medicamento chega rapidinho…….” E ahhh, se não chegar!”.

Os taxistas reclamam dos condutores de ônibus, os caminhoneiros dos ciclistas mas, na verdade, todos reclamam de todos!

Todos acabaram se agrupando de maneira a, independentemente se está certo ou não, o outro é quem está errado!.
Pode reparar, é raríssimo alguém, depois de um acidente ou “quase acidente”, assumir a sua contribuição naquele infortúnio.
Isso ocorre porque criamos no trânsito uma cultura da Lei de Gerson, só quero levar vantagem, independentemente dos meus deveres – até porque a grande maioria não os reconhece.

Salete Romero
Especialista em Psicologia do Trânsito – CRP/SP 06/411
CONDU – Empresa Especializada em Segurança no Trânsito

6 Comentários para esta matéria

  1. Patrícia Sá Diz:

    Concordo plenamente. Esta reportagem é o retrato do caos que se tornou o trânsito. Precisamos encontrar uma maneira das pessoas reaprenderem o que é ter respeito e zelo pela sua vida e à do próximo.

  2. Regiane Capretz Diz:

    Lendo a matéria, me deparei com várias situações já vivenciadas por mim; parece que estava vendo acontecer!! Muito bem exemplificado! Parabéns.

  3. Tatiani Franco Diz:

    Gostei muito do texto, numa linguagem simples, mas bem esclarecedor.
    Parabéns!!

  4. JOÃO CARLOS Diz:

    fica uma recomendação para os proprietários deste meio de comunicação: dar uma coluna para Salete Romero
    Especialista em Psicologia do Trânsito – CRP/SP 06/411
    CONDU – Empresa Especializada em Segurança no Trânsito, pois a danada (se foi ela mesmo que escreveu) escreve bem pá ca……

    Taí!! gostei do artigo, escreve com maestria para que todos possam entender. Parabéns ao Jornal Expresso que publicou este artigo e a autora.

  5. Tânia Lopes Diz:

    Boa tarde,

    Tal como no Brazil, a questão do transito em Portugal é identica…

    Descreve muito bem o que se passa nas nossas viagens do dia a dia. Uma vez que neste momento andamos sempre a correr, esquecemo-nos que um veiculo (seja ele de que tipo for) é um instrumento mortifero se não for usado da forma mais correcta… Quanto aos peões acho que além de atravessarem fora dos locais indicados, também não podem pensar que estando perto da passadeira podem logo atravessar… um veiculo demora sempre algum tempo a parar e não é a primeira nem segunda vez que tenho de travar a fundo, para conseguir ceder passagem a um peão que se lembra de atravessar sem verificar que vem um carro demasiado próximo para parar em segurança.

  6. Lino Alves de Almeida Diz:

    Goste imensamente da matéria pois ela retrata fielmente o que acontece no dia a dia do nosso trânsito, porém queria contribuir: O nosso transporte coletivo é deficitário, os nossos motoristas são todos mal educados, caso alguém passe na faixa de pedestre eles avançam e são capazes de matar o pedestre, seria bem mais fácil educar os nossos motoristas e adequar 40 km para vias dentro da cidade e 60 km fora do perímetro urbano. Somente nas rodovias seria permitido a velocidade de 100 km, seria um grande avanço para as nossas cidades.

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