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Câmara reprova projeto que proíbe o “bate estaca” em Camboriú

1333025370_333612489_5-Estaquamento-Fundacoes-Servico-de-Bate-Estaca-Guincho-cravacao-Estacas-Santa-CatarinaEm sessão extraordinária realizada nesta terça feira(29), o projeto de autoria do vereador Ângelo Gervásio (PMDB) que previa  expressamente proibido o uso de equipamento de estaqueamento tipo “bate-estaca” no perímetro Urbano da cidade de Camboriú, utilizado na atividade de estaqueamento da construção civil foi reprovado pela maioria dos vereadores presentes na sessão. Os vereadores Má da Madereira, Zeca Simas, Zé Pedro, Josué, Mito, Toninho Portela e Luana, que votaram contra, justificaram que o mesmo iria prejudicar muitos trabalhadores da cidade que dependem da atividade.

O vereador Ângelo Gervásio mostrou-se decepcionado: “Imaginei que fossem fazer emendas ao projeto, mas não esperava que reprovassem. O que aconteceu foi que os vereadores da situação cederam à pressão de empresários presentes à sessão e, mais uma vez, priorizaram interesses de terceiros aos interesses da população”, desabafou Gervásio. Para o vereador o projeto, se aprovado, seria uma resposta as inúmeras reclamações da comunidade, não somente pela poluição sonora que o bate estaca provoca; mas também aos danos causados por ele às edificações já existentes. “Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Quando a estaca é fincada na terra, ela causa prejuízos danificando edificações vizinhas. O barulho que é feito por ela também é extremamente prejudicial à saúde. Já existem pesquisas de que um ruído contínuo causa danos ao cérebro humano”, justifica o Vereador peemedebista.

Para o engenheiro civil e construtor na cidade, Claudinei Loos, que foi vereador por dois mandatos e também atuou por oito anos na secretaria municipal de Planejamento Urbano, no governo Wilson Plautz (Rolinha), a proibição ao bate estaca é exagerada. “Os terrenos de Camboriú não têm o solo resistente; para se ter segurança nas edificações tem que ter profundidade, o que torna o bate estaca uma opção boa e barata”, declara. Ele diz que um outro método mais comum de perfuração é o de hélice contínua, que retira o material do solo e injeta-se o concreto. “Esse não causa danos  em edificações vizinhas e não causa barulho, mas é aproximadamente 30% mais caro que o bate estaca”, explica Loos que em suas construções costuma utilizar-se dos dois métodos, dependendo da situação. “Há de se ter bom senso. Nesse método a estaca é empurrada por um martelo gigante, até chegar na resistência do solo; por isso o bate estaca causa poluição sonora e pode danificar edificações vizinhas. Por isso é importante que se regularize sim a obrigatoriedade de laudos técnicos nas edificações vizinhas à obra, assim o responsável técnico se responsabiliza e arcará com todos os danos que podem ser causados na vizinhança. Mas se a obra do vizinho tiver uma boa resistência, não terá problema”, conclui Loos.

O secretário de Planejamento urbano de Camboriú, o engenheiro Rodrigo Morimoto, declarou que para a liberação do uso do bate estaca na cidade é necessário a apresentação de um relatório das construções vizinhas, assinado pelo engenheiro responsável pelo laudo. “O relatório deve ter inclusive as fotos da parte interna das edificações vizinhas e ser assinado pelo proprietário da obra, que será responsabilizado caso ocorra algum dano posterior, causado pelo bate estaca”, esclarece Morimoto.


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