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MPSC e Polícia Civil iniciam 2ª fase de combate o crime organizado

arma de fogo

 

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e segmentos da inteligência da Polícia Civil iniciaram, nesta quarta-feira (27/2), a segunda fase das ações para desarticular de uma vez o crime organizado no Estado. Na sede do MPSC, foram traçadas estratégias de atuação na esfera judicial. O objetivo é incrementar o número de denúncias contra os integrantes das organizações criminosas que atentaram contra Santa Catarina.

 

Até agora os Promotores de Justiça já denunciaram 88 envolvidos nos ataques ao Estado e ajuizaram 18 ações criminais, incluindo representações contra adolescentes. “Estamos dando sequência judicial às ações empreendidas até agora para combater o crime organizado no Estado. Vamos atuar de forma integrada no ajuizamento de novas denúncias para quebrar a espinha dorsal dessas organizações”, antecipa o Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (CCR) do MPSC, Promotor de Justiça Onofre José Carvalho Agostini.


O encontro na sede do MPSC, em Florianópolis, reuniu os coordenadores dos Grupos de Combate às Organizações Criminosas (GAECOs), os Promotores de Justiça com atuação na área criminal da região metropolitana de Florianópolis e das regiões onde ocorreram os principais ataques e segmentos da inteligência da Polícia Civil, inclusive com a participação do Delegado-Geral Aldo Pinheiro D´Avila e do Diretor da Deic, Akira Sato.

Santa Catarina inicia ação conjunta para coibir a prática da farra do boi

O período que antecede a Quaresma é o escolhido pelas pessoas que praticam ilegalmente a farra do boi em Santa Catarina. Para se preparar para coibir a prática, o Estado já iniciou uma ação conjunta da Polícia Militar de Santa Catarina, a Companhia Integrada do Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o Ministério Público, a Polícia Civil e as secretarias de Desenvolvimento Regional para impedir a prática na região que vai do município de Itajaí a Palhoça. “A farra do boi é crime por se tratar de maus-tratos aos animais”, explica o promotor Júlio Fernandes, promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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Para denunciar, utilize o dique-denúncia da PM: 0800-481-717

A iniciativa neste ano repete a estratégia utilizada no ano passo, com a definição da responsabilidade de cada órgão do Governo do Estado envolvido na operação. “Na frente preventiva, o Batalhão de Proteção Ambiental da PM desenvolve palestras educativas, com distribuição de folhetos. Já na ação repressiva, o setor de inteligência da Polícia Militar identifica os criadouros irregulares de animais e a Cidasc fiscaliza os rebanhos”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcieneiro. Também participam das ações conselhos comunitários e ONGs.

No ano passado as mudanças deram resultado positivo. Em 2010, foram 322 ocorrências de farra do boi. Após o início das ações em conjunto, em 2012, esse número caiu para 188. Pela prática no ano passado, foram detidas 11 pessoas envolvidas com a farra, foram apreendidos 21 bois e registrados sete casos de enfrentamento de populares com a Polícia Militar.

A Polícia Militar disponibiliza o Disque Denúncia, 0800-481-717, para que as comunidades onde acontece a farra do boi possam denunciar a prática. Mas o cidadão pode utilizar outros telefones também. Veja a lista abaixo:

Polícia Militar: 190
Denúncias: 181
Polícia Civil: 197
Polícia Ambiental Florianópolis:  (48) 3348-3624 / (48) 3348-2362
Polícia Ambiental Palhoça: (48) 3286-1021 / (48) 3286-1381

Homem é assassinado no centro de Camboriú

 

Bone da vítima que foi baleada na cabeça deixado na calçada.

O crime aconteceu na tarde deste domingo, 19 de agosto, quando dois homens foram baleados bem no  centro de Camboriú, em frente a Praça da Igreja Matriz. Segundo populares que presenciaram a cena, a briga começou após um acidente de trânsito, sem vítimas. “Eram dois carros, com um total de aproximadamente 10 pessoas entre eles. Um encostou na traseira do outro e depois de pararem e desembarcarem começou a discussão e posteriormente briga, com pancadaria, até que um deles puxou a arma, mas tinha mais de um armado. Dois foram baleados. Um caiu no local, na rua Cel Benjamin Vieira, em frente à praça; o outro saiu correndo, mesmo após ser baleado nas costas. Correu e caiu próximo à padaria Armazém do Pão, na rua Francisco Barreto. Os caras fugiram”, relatou um senhor que preferiu não se identificar mas que viu tudo. “Fiquei apavorado e me escondi”, disse ele.

Os disparos atingiram o pé, a cabeça e o tórax do que caiu no local, que foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento vindo a óbito no hospital de Camboriú. A outra vítima encontrava consciente com ferimento no abdômen, e permanece internado.

Um dos ocupantes de um dos veículos, com placa de  Santa Cecília, teria sacado uma arma de fogo e efetuado os disparos. Após a ação evadiu-se na companhia de outro suspeito abandonando o veículo no bairro Tabuleiro. Após rondas uma guarnição da Polícia Militar, localizou um dos envolvidos, com posse de duas armas de fogo próximo do local do crime. O menor portava um revólver no calibre 38 com quatro munições deflagradas e, uma pistola 765 no calibre 22 com onze munições intactas. O mesmo assumiu a autoria do crime, e disse que no momento da ação estava na companhia de outro suspeito, este com passagem crime. O mesmo foi detido  e entregue na Delegacia de Polícia, juntamente com as armas apreendidas para as medidas cabíveis.

O centro  ficou cheio de gente minutos após o acontecido, mas o local do crime não foi protegido, sendo inclusive pisoteado por populares.

 

Racismo pode virar crime hediondo na lei brasileira

Financiamento do tráfico e crimes contra a humanidade também passarão por votação do novo Código Penal, no Congresso

O racismo e o tratamento de trabalhadores como escravos podem entrar para a lista dos crimes chamados hediondos. É o que decidiu a comissão de juristas responsável por elaborar o novo Código Penal brasileiro em reunião realizada nesta segunda-feira (11).

A comissão também inseriu na lista de crimes hediondos – que hoje tem o homicídio e estupro, por exemplo – o financiamento do tráfico e os crimes contra a humanidade. Todas as sugestões aprovadas pela comissão serão compiladas em um anteprojeto que ficará pronto no dia 25 de junho. O texto será usado como base para votação do novo Código Penal, no Congresso.

Se por um lado os juristas tornaram mais rigorosas as punições para crimes violentos ou para os motivadores de outros delitos – como a receptação de roubo, cuja pena máxima passou de quatro para cinco anos – a comissão também deu tratamento mais leve para crimes de menor ofensividade. “Diversas figuras de descarcerização foram pensadas, o que se chama hoje de justiça restaurativa. Se a pessoa reparou o dano integralmente, ela obterá a extinção da punibilidade”, explica o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves.

Um dos exemplos dessa “relativização” é o caso de roubo, crime que atualmente prevê pena de quatro a dez anos de prisão e multa, com possibilidade de agravantes. Segundo o texto aprovado pela comissão, a pena para o “encontrão” – quando o ladrão esbarra na vítima e pega sua carteira – pode ser mais leve. Por outro lado, a invasão de residência passa a ser um crime mais grave, assim como já é o roubo com uso de arma e com a participação de mais de uma pessoa.

A comissão também endureceu o tratamento dos maus-tratos contra pessoas. “Já havíamos feito isso em relação aos animais. O ser humano é animal também, não faria o menor sentido que a pena dos maus-tratos dos humanos fosse inferior, e não será mais”, disse Gonçalves. De acordo com o anteprojeto, o crime de maus tratos pode dar pena até cinco anos, com possibilidade de agravantes.

Esse foi o último encontro oficial da comissão, mas os juristas ainda se reunirão durante a semana para tratar de assuntos residuais, como o crime de rixa. O grupo também decidirá se a delação premiada beneficiará apenas os sequestradores, que podem ficar livres se colaborarem com as autoridades. Segundo Gonçalves, a ideia é que o benefício seja aplicado aos crimes em geral, como já é previsto na legislação atual.

A comissão responsável pelo anteprojeto do novo Código Penal foi formada no Senado em outubro do ano passado e, desde então, os juristas vêm se encontrando periodicamente para rediscutir o texto atual, que é de 1940. A ideia era que os trabalhos terminassem em maio, mas foi necessário mais um mês para a conclusão dos debates. O anteprojeto tramitará no Legislativo como um projeto de lei comum, que poderá ser alterado pelos parlamentares e pela Presidência da República.

 

IG,Agência Brasil |

Loos e Currú vão à capital pedir Força Tarefa para combater violência em Camboriú

Os vereadores do PSD de Camboriú, Claudinei Loos e Alcione Teixeira, o Currú, estiveram na tarde desta terça-feira, 17 de janeiro, em Florianópolis, em audiência com o delegado geral da Policia Civil Aldo Pinheiro Dávila. O encontro foi solicitado pelos vereadores ao deputado Maurício Eskudlark, da mesma sigla, que levou em mãos um ofício sugerindo a criação de uma Força Tarefa para o Município, principalmente no distrito do Monte Alegre, onde é registrado um dos maiores índices de criminalidade do Estado.
“Não adianta mais ficarmos fazendo reuniões que não levam  a resultado algum. É necessário criarmos fatos que coíbam a violência. Fomos, em conjunto com o deputado Maurício Eskudlark, levar um ofício ao delegado geral da Polícia Civil, solicitando a volta da Força Tarefa em Camboriú. É preciso que algo seja feito, e com urgência!”, declarou o vereador Claudinei Loos. O ofício solicita a volta imediata de uma Força Tarefa, com barreiras policiais, investigações e ações de integração social como palestras e outros trabalhos sociais dentro das comunidades.
“A região está desassistida pela Segurança Pública do Estado”, ressaltou Loos durante o encontro. “As próprias barreiras feitas pela Polícia Militar em Balneário Camboriú são uma discriminação para com a cidade de Camboriú; porque protegem Balneário, deixando Camboriú de lado”, complementou ele.
O delegado Aldo Pinheiro Dávila aceitou o pedido e prometeu que a Força Tarefa estará montada e atuando na cidade, mais precisamente no distrito do Monte Alegre, no prazo máximo de 30 dias. “Preciso reunir o pessoal para iniciar essa tarefa e daremos preferência à equipe que participou da mesma operação no ano passado, até por já conhecer bem a região”, garantiu ele.

Foto Alexandra


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