A fachada da Escola Estadual Professor José Arantes, localizada no centro de Camboriú, está toda tomada com barracas para comércio dos Gideões. O aluguel do espaço público, embora irregular, acontece todos os anos sem que as autoridades competentes tomem qualquer providência. Mas esse ano o absurdo maior é que o local foi comercializado por particular, sem licitação e apenas um percentual do valor arrecadado na locação das inúmeras barracas será “doado” à Escola.
Tag: denúncia
Espaço público é comercializado sem licitação em Camboriú
Segurança

Segurança
Esta semana o ex-vereador e ex-secretário de desenvolvimento regional Dão Koeddermann assumiu a Secretaria de Segurança de Balneário Camboriú. O amigo Dão terá uma tarefa árdua que é conter a violência em Balneário Camboriú. É necessário muito entendimento, muito conhecimento na área para conseguir traçar um planejamento eficaz e buscar solucionar, ou pelo menos amenizar tal onda de violência que ocasiona total insegurança por parte da população.
Segurança II
Dão Koeddermann já atuou no Desenvolvimento Social de Balneário Camboriú, onde inclusive está lotado como funcionário concursado (fiscal de imigração); já foi chefe de gabinete em um dos governos tucanos em Balneário Camboriú; secretário de Obras no governo Pavan e secretário regional em Itajaí, do governo LHS, através da tríplice aliança, enquanto estava acolhido no ninho dos tucanos. Não discuto, nem questiono, a capacidade do Dão. Ele é competente e eficaz, sem dúvidas. Esperamos que ele tenha também conhecimento técnico na área para traçar um planejamento eficaz, capaz de combater a violência no Município.
Legislativo
O início do ano legislativo em Camboriú foi marcado por denúncias vindas dos próprios vereadores. E para surpresa geral, não apenas de vereadores da oposição. A denúncia mais grave feita em tribuna, na sessão de terça-feira, 19, veio da vereadora Jane Stefenn, do PSDB, partido da Tucana. A vereadora denunciou creches municipais em estado geral de abandono. Segundo ela sem condições nenhuma de permanência humana: sem material de higiene pessoal nem material de limpeza; sem água em condições de consumo, sem ventiladores e com superlotação em sala. “Achamos uma sala com 30 crianças e apenas uma monitora”, denunciou ela para a Tucana que encontrava-se na mesa diretora, junto aos vereadores. “O teto está caindo e a situação das crianças é de risco”, complementou.
Cupim no bolo
A vereadora Jane não se intimidou nem um pouco com a presença da tucana na sessão. Ela iniciou e finalizou sua denúncia com o mesmo fôlego. “Na creche (municipal) Julita Pereira, Prefeita, tinha cupim caído em cima da nega maluca que as crianças iam comer”. As denúncias da Vereadora tucana não pararam por ai: colchões, geladeiras, fogões, brinquedos…tudo em “péssimo estado”. “ventiladores quebrados em uma sala com 30 a 40 alunos”, acrescentou.
Tucana
Talvez por estar ainda atônita com as denúncias da companheira de sigla, a Tucana não fez o seu melhor pronunciamento. Iniciou parabenizando todos os eleitos e dizendo: “…nós fomos os escolhidos”. Ai eu abro um parênteses, porque tem vereador eleito, logo escolhido pelo povo para legislar e que não está na Câmara por escolha da Tucana, caso da Fátima Gervásio, que assumiu a Secretaria da Educação, por escolha da Prefeita, e abriu espaço para seu suplente, Zé Pedro, que desta vez não foi escolhido pelo povo. Mas isso são meros detalhes… Vamos nos ater ao que a Tucana disse em relação à denúncia da vereadora: “enquanto deixamos de consertar um teto de uma creche (Julita Pereira) construímos cinco creches”.
Tucana II
Com todo respeito e admiração que tenho à prefeita Luzia, não posso concordar com isso. Não se pode colocar em risco a vida de uma, quanto mais de 30 crianças enquanto esperamos por uma sala nova. Primeiro conserta-se a creche, e depois constroem-se outras. Como permitir que uma creche funcione com seu “teto caindo”, (segundo testemunho da vereadora Jane)? E em relação à falta de água potável, falta de material de higiene e limpeza, colchões sem condições de uso e ventiladores quebrados, concluo que é mero descaso, porque são itens fáceis de resolver. O dia que me disserem que faltou café com leite no Paço Municipal, eu vou acreditar que acabou a verba. Mas os funcionários e a prefeita tomar café com leite com a verba pública e as creches passarem necessidade é criminoso.
Um tucaninho me contou…
…que na creche da bacia as crianças tomam banho na bacia que as merendeiras usam para cozinhar porque o chuveiro não tem condições de uso. E, segundo o tucaninho, teve dias essa semana que a comida foi só ovo cozido amassado. “Vai ver que nem precisaram da bacia porque não tinham o que cozinhar”, me disse o tucaninho.
Sem comentários!
Legislativo II
Entre os 15 vereadores, na minha opinião, na primeira sessão, destacaram-se, pelo belo discurso, pela elegância e clareza ao falar, os vereadores Ângelo Gervásio; Canidia, Jane e Xande. E três deles são da situação e nem por isso “venderam” suas mentes. O vereador tem que ter uma postura de homem público, tem que ser dono de seus atos e palavras. Quando um vereador, mesmo que da situação, tem a “coragem” de ir à tribuna e denunciar algo errado no governo, há de ser reconhecido seu valor como homem público. Isso sim é cumprir o seu papel de fiscalizar e zelar pelo povo. Isso sim é honrar seu voto. Depois dessa primeira sessão, coloquei fé nessa gestão. Acho que, na figura desses quatro vereadores, essa Câmara promete melhorar em muito o dia a dia do camboriuense.
Legislativo III
Usando a tribuna o vereador Ângelo Gervásio contestou o pronunciamento do Presidente da Casa, o vereador Márcio do Kido, que teria referido-se à Câmara como se todos estivessem juntos, sem oposição. “Sou PMDB, sou vereador de oposição e faço oposição sim. Ainda estamos na graça de ter vencido a eleição. Hoje estamos todos felizes mas temos que tomar cuidado com isso. Nós ganhamos bem, mas temos que viver a vida do cidadão. Nossa cidade é um caos. Nós não temos motivo nenhum para ficarmos felizes. Onde nós vamos na cidade tem gente reclamando”, disse o peemedebista.
Vereadora do PSDB denuncia abandono em creches municipais de Camboriú
A vereadora Jane Stefenn do PSDB, mesmo partido político da administração municipal, usou a tribuna da Câmara de Vereadores Camboriú, na primeira sessão ordinária do ano, terça-feira, 19, para denunciar o abandono em algumas creches municipais, por ela visitadas esta semana. Segundo a vereadora a falta de água potável; de brinquedos e materiais pedagógicos; de materiais de limpeza e de higiene pessoal para as crianças; além de fogão, geladeiras em péssimo estado de conservação; falta de ventiladores funcionando; são apenas alguns itens que comprovam abandono dos Centros Infantis Municipais de Camboriú.
A vereadora contou na tribuna da Câmara, tendo como uma das expectadoras a prefeita Luzia Coppi Mathias, que participou da primeira sessão junto à mesa diretora, que foi fazer uma inspeção nas creches acompanhada do vereador Josué Pereira (PP), após receber uma denúncia de uma mãe, sobre a creche Neide Merisio, na Areias. Segundo a vereadora ela resolveu visitar a creche após a denúncia e verificou, in loco, que a denúncia era verídica. “Lá encontrei 27 crianças em uma sala de 2,5m x 3m, sem água mineral para beber nem água da rede para o banho das crianças. Faltavam também produtos de limpeza e o fogão está muito velho”, conta a vereadora informando que resolveu estender a visita a outras creches do município.
A vereadora Jane, em companhia do Vereador, vistoriou esta semana quatro creches municipais, (Areias, Tabuleiro, Conde Vila Verde e Monte Alegre) e garante que as visitas não encerram por ai. “Sempre vistoriei as creches do município quando estive no Legislativo na gestão passada. Não vou me furtar ao meu compromisso”, disse ela. Para a vereadora os problemas de todas as creches vistoriadas por eles são basicamente os mesmos: “Em todas não havia água mineral para consumo das crianças; em muitas os ventiladores não funcionam; fogões, geladeiras, colchões em péssimo estado; além da ausência total de material de higiene pessoal para as crianças e material de limpeza”. Ela ressalta porém que a creche com a situação mais grave é a do Tabuleiro, a Julita Pereira. “A Julita Pereira não tem condições de ter crianças. O teto está caindo, a situação das crianças é de risco. Nessa creche tinha cupim caído em cima da nega maluca que as crianças iam comer”, denuncia.
O que diz a Prefeitura
A secretária da Educação, a também vereadora licenciada Fátima Gervásio, criticou a atitude da colega e correligionária que, segundo Fátima, “usou a máquina pública para se eleger”. “Ela pediu vaga na creche Julita Pereira no início de 2012, quando estava na Câmara. A creche do Tabuleiro já estava necessitando de cuidados, mas ela não reclamou e nem denunciou. Fez agora, quando já estamos resolvendo o problema”, falou a Secretária contando que estão em processo de alugar o salão paroquial do bairro para colocar as crianças enquanto a nova creche não é concluída.
Fátima conta que estão em fase de construção três creches: uma no Rio Pequeno; uma no Monte Alegre e outra no Tabuleiro. “Com exceção da creche do Monte Alegre, que é feita com recurso próprio, as outras duas são feitas com verba do governo federal, através de uma emenda do deputado João Matos. E a verba federal atrasou, o que fez com que as obras parassem, por isso ainda estamos nessa situação na creche Julita Pereira”, justifica ela. Diante da situação de atraso de verba, a Secretária não pode precisar o final da obra, que estava previsto para o início do ano letivo.
Em relação a falta de água mineral e de materiais de higiene e limpeza Fátima diz que estão em fase de licitação. “Reassumi a Secretaria no dia 16 de janeiro e já começamos a nos mobilizar nesse sentido. Mas o processo é demorado. Precisamos licitar para adquirir novos colchões, fogões, geladeira e todo o material pedagógico e vamos fazer, mas precisamos de tempo”, explicou Fátima.
A creche Julita Pereira
“A Julita Pereira não tem condições de ter crianças. O teto está caindo, a situação das crianças é de risco. Nessa creche tinha cupim caído em cima da nega maluca que as crianças iam comer”
Jane Stefenn
Após as graves denúncias da vereadora Jane a redação do Jornal Expresso foi visitar, na tarde de quinta-feira, 21, a creche municipal Julita Pereira, no Tabuleiro, e registrou o péssimo estado em que se encontram suas dependências. Além do teto podre e em muitos locais já com buracos coberto por plástico, o chão está cedendo, oferecendo um perigo constante às crianças e profissionais que ali estão diariamente. A coordenadora Daniela Dia França nos disse que a creche mantém 458 crianças no seu interior e concordou com a precariedade das dependências. “Estamos aqui há quatro anos, desde que o novo prédio da escola municipal Domingos Fonseca ficou pronto e nós nos mudamos para cá, que era onde a escola funcionava. O problema vem se agravando e piorou muito há cerca de um ano depois de alguns vendavais que terminaram de estragar o telhado. A chuva e alagamentos no local também fez o piso ceder”, informou.
Daniela ratificou as informações repassadas pela Secretária de Educação e se diz feliz pela possibilidade de mudança. “Neste sábado o padre irá fazer uma reunião para decidir se realmente aluga o espaço para a Prefeitura. Se isso acontecer nos mudamos imediatamente”, finaliza ela sorridente.
Fotos da creche Julita Pereira.

teto da sala de vídeo e leitura comprometido
O teto da sala de vídeo está coberto parcialmente por plástico (a parte que já cedeu)

O chão do bloco está cedendo e abrindo uma cratera. Junto com o corredor, parte do chão do berçario também está cedendo.
Novas denúncias surgem no Legislativo de Camboriú
Os vereadores da oposição ao governo tucano continuam a buscar irregularidades nos gastos públicos, através dos empenhos da Prefeitura de Camboriú. Desta vez o vereador Currú acusa a Secretaria do Bem Estar Social não só de superfaturar, mas também de compra irregular de passagens de ônibus. Exagero em compras de materiais escolares também são alvo de críticas no plenário da Casa Legislativa.
Os vereadores da oposição, Claudinei Loos e Alcione Teixeira, o Currú, ambos do PDS, encaminharam, em regime de urgência, um requerimento solicitando explicações sobre um empenhoda Secretaria do Bem Estar Social de R$ 5 mil (figura abaixo) que refere-se a compra de passagem (quantidade 1) para o Sul do país, Santa Catarina e Paraná. Não seria estranho se num único empenho não houvessem tantas irregularidades. Uma delas é a quantidade de passagem que não está especificada. No caso 1 única passagem ao custo de R$ 5 mil. Outra irregularidade no empenho é que o endereço da empresa em questão não é comercial e sim uma residência que abriga quatro famílias, em Gaspar. “Estive pessoalmente em gaspar no endereço especificado no empenho, que deveria ser da empresa e lá residem quatro famílias e ninguém conhece esta empresa”, denunciou Currú. De acordo ainda com o empenho, tal empresa é a única na região que comercializa passagem para o local desejado e especificado no empenho: RS/SC/PR. Com essa “desculpa”, a compra foi feita de forma direta, sem licitação nem tomada de preço.
O empenho é de 9 de março de 2012, quando o secretário do Bem Estar Social era ainda o atual vereador Piteco (PSDB) que retirou-se do plenário durante a denúncia do colega.
A urgência do requerimento que cobra explicações sobre esses valores empenhados foi votada na sessão de quinta-feira e reprovada pelos vereadores da situação.
Acusações que envolvem irregularidades na Educação e Saúde também estão na pauta dos vereadores do PSD que prometem recorrer à Justiça em busca de respostas caso os requerimentos encaminhados permaneçam sem respostas. “Tem requerimentos aprovados na Casa, em regime de urgência, que ainda não foram respondidos pela Prefeitura. Se as respostas não vierem para esta Casa até segunda ou terça-feira, entrarei com um mandato de segurança e farei essas cobranças via judicial”, ameaçou Currú.3
Denúncia: Escola tem superlotação nas salas
Com a não aprovação de seus requerimentos esta semana na Câmara de Vereadores, onde pedia explicações ao Executivo sobre algumas denúncias recebidas, os vereadores do PSD, Claudinei Loos e Alcione Teixeira, Currú, foram visitar a escola municipal Artur Sichmann, no centro de Camboriú. “Recebemos denúncias de alguns pais de que a escola está funcionando com até 42 alunos numa mesma sala de aula, quando o permitido é no máximo 30”, disse Currú. 
“Segundo alguns pais muitos estudantes estão dividindo a mesma mesa e cadeira”, acrescenta Loos.
A redação do Expresso acompanhou a visita, a convite dos vereadores, e realmente ficou constatado a veracidade da denúncia. Segundo a secretária da Educação, Fátima Gervásio, o problema de superlotação já está sendo resolvido, pq no local serão construídas mais salas, imediatamente. “A falta de carteiras já está sendo solucionado também. Já compramos mesas e cadeiras que estão chegando nas próximas semanas. Na verdade houve um atraso na entrega”, lamenta Fátima.
Os vereadores se irritaram quando viram que numa sala minúscula, de aproximadamente 12 metros quadrados, 15 crianças da 2ª série do Ensino Fundamental assistiam aula. “Tio, para irmos no banheiro temos que passar por debaixo das mesas”, disse uma das crianças para o vereador Loos. “Isso é desumano”, esbravejou Currú dando o prazo de uma semana para que o problema de espaço fosse resolvido ou uma denúncia seria feita ao Ministério Público. “Gasta-se dinheiro com muita coisa nesse governo, com muitos alugueis, então que aluguem uma casa decente para que essas crianças estudem”, finalizou ele.
N.R.
Realmente não tem nada de correto na situação desta escola, que é inclusive nova e não deveria sofrer com tanta falta de espaço físico. Mas a realidade é que a escola Artur Sichmann funcionava há 3 anos embaixo da arquibancada do estádio municipal Robertão, onde as crianças estudavam em salas improvisadas, sem uma janela sequer. Por lá esteve durante nove longos anos, durante a última gestão do saudoso Rolinha e do governo Edson Olegário. Nessa época realmente crítica não houve denúncia de vereadores.
Acompanharemos, com matérias, a situação da escola.










Comentários