Professores têm até esta sexta-feira para definir calendário de reposição de aulas
A Secretaria de Estado da Educação definiu que sexta-feira (15) foi o prazo máximo para que os educadores entregassem o plano de reposição das aulas do período da greve. Desta forma, os diretores poderão enviar os nomes dos professores às gerências da Educação, para que o Governo do Estado rode uma folha suplementar com o pagamento dos 23 dias de paralisação àqueles que retornarem às aulas. Estes dias haviam sido descontados na folha do mês passado. Também vão receber os dias parados deste mês normalmente no próximo pagamento que deverá acontecer até o dia 30, devido aos trâmites necessários para a atualização do sistema de informática.
Já os professores que permanecem em greve não receberão os 23 dias em folha suplementar e terão os 30 dias de desconto este mês. A decisão é do secretário de Estado da Educação, Marco Tebaldi, aprovada pelo governador Raimundo Colombo. Tebaldi também assinou Portaria para normatizar a contratação de professores ACT- Admitidos em Caráter Temporário – para substituir os grevistas que não voltarem ao trabalho. E para que os alunos não fiquem mais prejudicados, o Governo do Estado já começou as contratações dos Admitidos em Caráter Temporário (ACTs).
“Nós vamos ter que chamar substitutos para garantir a normalidade. Queremos que todos os professores voltem, mas se insistirem em não voltar, esse é o instrumento que temos para garantir o ano letivo”, afirmou o governador Raimundo Colombo.
O governador ainda falou sobre a aprovação da Lei Complementar 26 na Assembleia Legislativa. “A votação dá ao Governo a condição de pagar os professores com aumento e, agora, faço um apelo para que todos voltem e que a gente possa cumprir o calendário não apenas nas datas, mas com qualidade”, reiterou Colombo. Os deputados votaram a favor da proposta elaborada pelo Governo do Estado, que cumpre a lei do pagamento do piso federal aos professores, com elevação gradual até 2012 das porcentagens da
regência de classe (BOX).
Deputados aprovam projeto de lei que modifica salário dos professores de SC
Docentes afirmam que a greve continua e marcam assembleias para quinta-feira
Deputados aprovaram em sessão na Assembleia Legislativa (AL) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 026 que trata do salários dos professores da rede estadual de Santa Catarina. Por volta de 18h30min de quarta-feira, 13 de julho, 36 parlamentares votaram o PLC em plenário: oito foram contrários e 28 foram a favor do projeto. Durante a votação, cerca de 1,6 mil professores acompanhavam a sessão na assembleia, segundo cálculos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (Sinte).
Por volta das 14h20min do mesmo dia começou a reunião para a discussão da votação do PLC. Estiveram presentes integrantes de três comissões: Comissão de Constituição e Justiça, de Finanças (CCJ) e Tributação e de Trabalho, Administração e Serviços Públicos. Nas três, o projeto foi aprovado e em seguida encaminhado para votação em sessão ordinária.
Desde o início da tarde, policiais à paisana estavam no plenário para fazer a segurança no local. Após a interrupção da reunião entre as comissões devido a protestos dos docentes, policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foram chamados para reforçar a segurança. Houve tumulto entre professores e policiais em frente à assembleia.
Os professores não queriam a aprovação do projeto porque ele altera o plano de carreira do magistério. Após a votação em primeiro turno, muitos docentes que acompanhavam a sessão foram embora afirmando que a greve deve continuar.