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Vereador Thiago Morastoni pede incentivos para itajaienses que seguirem reciclando o lixo

verea itaj

 

Integrante da comissão que busca elaborar um critério mais justo para a aplicação da tarifa de lixo em Itajaí, Thiago Morastoni (PT) quer mais do que uma redução no custo do serviço à comunidade. Durante sessão da Câmara de Vereadores, realizada na noite desta quinta-feira (14), o parlamentar de oposição solicitou que sejam realizados estudos para a implantação de projetos que criem incentivos e contemplem a continuidade da coleta seletiva e a reciclagem de resíduos sólidos.

O vereador destacou que hoje muitos itajaienses têm a consciência da importância de se separar o lixo orgânico do inorgânico, até mesmo em função dos anos em que viveram com a isenção da tarifa – a quem separasse o lixo reciclado. Para não “jogar no lixo” a importante ação, Thiago Morastoni cita como exemplo o projeto “Câmbio Verde”, realizado em Curitiba, no Paraná, onde o material reciclável é trocado por produtos hortifrutigranjeiros da época.

“Na capital paranaense, as pessoas levam o lixo reciclável a pontos de coleta e saem com frutas e verduras frescas. Além de reforçar a alimentação saudável da população, o programa incentiva o excelente hábito de se separar o lixo orgânico do reciclável, gera renda aos pequenos produtores e preserva o meio ambiente. As pessoas pagam suas tarifas de lixo, mas quem seguir separando os resíduos recicláveis é beneficiado e devemos trazer ações como esta para Itajaí”, destaca o vereador, lembrando que o fato ainda auxilia no aumento da vida útil dos aterros sanitários.

Para participar do programa em Curitiba, cada pessoa leva ao ponto de troca, em datas e horários pré-determinados, os materiais recicláveis. Cada quatro quilos de lixo vale um quilo de frutas e verduras. Pode ser trocado também o óleo vegetal e animal. Neste caso, cada dois litros de óleo vale um quilo de alimento.

A troca é efetuada quinzenalmente e, além de beneficiar os pequenos produtores, sensibiliza a comunidade para a correta destinação final dos resíduos, ajuda a preservar o meio ambiente e reforça a alimentação da população mais carente.

 

 

População de Itajaí deverá pagar menos pela tarifa do lixo

reuniao itajai

 

A primeira reunião da comissão formada para elaborar um critério mais justo para a aplicação dos valores da tarifa de lixo em Itajaí ocorreu na tarde desta quarta-feira (13), na Prefeitura Municipal, e foi considerada extremamente positiva pelo vereador Thiago Morastoni (PT). O parlamentar, que integra o grupo de trabalho, acredita que a maior parte da comunidade, especialmente as pessoas mais necessitadas, será beneficiada e pagará menos pelo serviço.

Thiago Morastoni conta que não foi definida a nova forma de cobrança neste encontro inicial, mas o grupo concordou que a tarifa de lixo da forma como foi concebida, calculada somente em cima da área construída do terreno, é injusta para a população, que em alguns casos estava pagando mais caro pelo lixo do que pelo IPTU. “A reunião foi importante, bastante positiva, e tenho certeza que a maior parte da população será beneficiada e pagará menos pela coleta do lixo. Sabemos que os itajaienses não querem deixar de pagar, mas precisam pagar o que é justo e é exatamente por isso que estou lutando”, ressalta o vereador.

Uma nova reunião será realizada na terça-feira, dia 19 de fevereiro, também na Prefeitura de Itajaí. “Acredito que após este novo encontro poderemos divulgar à comunidade os detalhes de como será a cobrança e também como devem proceder as pessoas que já fizeram o pagamento, para que tenham seu dinheiro devolvido”, destaca Morastoni, que é um dos integrantes do grupo de trabalho composto por representantes do Ministério Público, OAB, Prefeitura, Câmara de Vereadores, ACII, CDL, Intersindical, Observatório Social e entidades ligadas aos trabalhadores.

Atualmente, a cobrança da tarifa do lixo está suspensa em Itajaí e a orientação é para que a comunidade não efetue o pagamento dos carnês que já receberam, até que uma nova forma de cobrança, mais justa, seja oficializada e divulgada pelas autoridades competentes.

 

Com o fechamento do aterro sanitário de Camboriú taxa do lixo fica 105% mais cara

 

O aterro que será fechado em março, já está parcialmente coberto

O aterro que será fechado em março, já está parcialmente coberto

Sem  licença ambiental por não estar  conformidade com os padrões de funcionamento exigidos pela Fatma, o aterro sanitário de Camboriú, localizado no Rio Pequeno, tem seus dias contados. A partir de abril a Prefeitura passa a transferir os resíduos sólidos recolhidos na cidade para o aterro do município de Biguaçú, pertencente a empresa Proactiva, vencedora da licitação do serviço em Camboriú. “Quando licitamos o serviço de recolhimento do lixo, há três anos, já incluímos a utilização do aterro sanitário em Biguaçú, porque sabíamos que nosso aterro não teria muito tempo de funcionamento, por não cumprirmos as exigênc ias”, diz o secretário de Água e saneamento, Janir Francisco de Miranda.

Com a  transferência para Biguaçú   o camboriuense passa a pagar mais caro a taxa do lixo, com um aumento de 105%.   Miranda diz que Camboriú é o município que cobra mais barato a taxa do lixo: “Em Bombinhas a tarifa do lixo foi para R$ 37, enquanto em Camboriú a população pagará R$ 20,20”. Ele explica que a Prefeitura paga atualmente R$ 110 a tonelada do lixo e que com a mudança passará a pagar R$ 240, pois o Município arcará co a despesa do transporte. “Não há outro jeito; quem tem que arcar com esse custo é a população”, acrescenta.

O aterro sanitário, inaugurado em meados de 1998, no segundo governo Wilson Plautz, já estava condenado por não acompanhar a evolução dos outros aterros. O Secretário diz que um dos grandes problemas encontrados é que antes de se transformar num aterro sanitário, o local já servia de depósito de lixo, mas sem nenhum trato, o que contaminou o solo. Itens também como o tratamento do chorume e o tratamento da água, nas lagoas, também estão ultrapassados, segundo os critérios exigidos pela Fatma.

A partir de abril, quando o aterro já estará fechado e não mais recebendo os dejetos, os caminhões continuam recolhendo o lixo e indo para o aterro, porém o lixo não mais será depositado no solo e sim em carretas que seguirão direto para Biguaçú.

Recuperação do Local

 

Com o fechamento

Miranda diz que após o fechamento do aterro será feito uma recuperação da área com plantio de árvores. “A área do aterro, de aproximadamente 20 mil metros quadrados será cuidada e recuperada pela Prefeitura e no prazo de cinco anos poderá ser aproveitada para um complexo esportivo, talvez”, arrisca ele. A área municipal fica localizada no final da rua Rio Pardo, no Rio Pequeno e está ladeada por  novos loteamentos, o que acelera a necessidade de recuperação da área.

 

 

Região central de Balneário Camboriú terá coleta de resíduos sólidos diferenciada

 

Representantes da Secretaria de Inclusão Social, Emasa e Cooperativa de Catadores de Recicláveis (Coopemar) se reuniram para buscar novas alternativas de coleta seletiva na região central do município. Nas últimas semanas foi observado que o desperdício de resíduos sólidos nesta área é grande e que a maioria deles são materiais considerados nobres para os catadores, como alumínio, papelão e plástico.

Segundo estabelecido pela Lei Municipal Nº 2802/2008 os materiais só poderão ser descartados após as 22h, horário em que a coleta seletiva não funciona na cidade, obrigando que a coleta seja feita pela Coneville, pelos caminhões da coleta convencional e encaminhados ao aterro sanitário. Ficando autorizado também que os catadores realizem, junto aos caminhões, a coleta seletiva na região central.

Elias Alcides Luciano, diretor da Secretaria de Inclusão Social, afirmou que “a Prefeitura está na busca da logística ideal para por fim a essa situação crítica, causada pelo descarte desordenado dos resíduos sólidos no eixo central urbano, e também na busca pela destinação final correta para os mesmos”.

Comissão de Gestão se reúne com catadores de recicláveis e define fiscalização

catadores

 

A Comissão de Gestão Operacional realizou, na última quinta-feira (10), reunião com o grupo que lidera os catadores de material reciclável no município. O encontro serviu para esclarecer dúvidas sobre a fiscalização, notificação e apreensão dos carrinhos, no cumprimento da Lei Municipal Nº 2802/2008. Foram apresentadas também novas formas de cadastramento, menos burocratizada, que garante a todos  o direito  de exercer  legalmente  o trabalho.

A fiscalização seguirá os critérios de aplicação de advertência, seguido de notificação e recolhimento do carrinho. No caso de reincidência, o catador será proibido de transitar dentro do município, por infringir normas estipuladas no Código de Trânsito Brasileiro. A primeira operação acontecerá nos dias 19 e 20 de janeiro.  O catador que se cadastrar após a notificação terá seu carrinho liberado sem custos.

Jaime Mantelli, presidente da Comissão de Gestão Operacional, destacou no final da reunião a relevância destes encontros e o empenho do poder público para uma melhoria na qualidade de vida dos catadores. “Queremos viabilizar e organizar esta classe para que exista um aumento de renda entre os catadores e, consequentemente, uma melhoria de vida para estes importantes trabalhadores”, afirmou Mantelli.

A comissão é responsável pelo acompanhamento e fiscalização das atividades desenvolvidas pelos catadores de material reciclável no município. Em sua composição estão as secretarias de Inclusão Social, Segurança Pública, Obras e Meio Ambiente, junto à Companhia de Desenvolvimento e Urbanismo (COMPUR) e o Fundo Municipal de Trânsito (FUMTRAM).

Cleber Maciel, presidente da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (Coopemar), destacou a importância do apoio da Prefeitura na organização deste serviço, e do trabalho dos catadores para o município. “O apoio da Prefeitura será muito importante, inclusive para o crescimento da cooperativa. Queremos ser vistos e respeitados como profissionais, porém, para que isso aconteça precisamos nos organizar cada vez mais”, concluiu.

O trabalho de organização dos catadores faz parte do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, em consolidação com a Lei Federal Nº 12.305, que estabelece prazos para eliminação do passivo ambiental de 2014. O cadastramento segue disponível na Secretaria de Inclusão Social, localizada na Rua 2.000, de segunda à sexta-feira, das 13h às 19h.

 


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