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Ex-vereador Oscar Zeferino é velado na Câmara

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Na manhã desta quinta-feira, 24 de janeiro, faleceu o ex-vereador Oscar Zeferino, 51 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa a esposa e três filhos. O corpo está sendo velado no plenário da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú e o velório permanecerá aberto ao público durante toda a madrugada. O enterro será nesta sexta-feira, dia 25, às 9 horas da manhã, no Cemitério da Fazenda em Itajaí.

Oscar Zeferino nasceu em Rio do Sul, no dia 12/05/1961 e reside em Balneário Camboriú desde 1966. Foi funcionário da Delegacia Regional de Balneário Camboriú. Em 2000 elegeu-se com 805 votos para vereador da 9ª Legislatura (2001/2004). Oscar retornou ao legislativo em agosto de 2006, na qualidade de 1º suplente no pleito de 2004, assumindo a cadeira no lugar do vereador Fabrício de Oliveira.

“O Discurso do Rei” é o grande vencedor do Oscar 2011

“O Discurso do Rei” é o grande vencedor do Oscar 2011

Produção britânica ganhou prêmios de filme, diretor, ator e roteiro original; Natalie Portman foi reconhecida por “Cisne Negro”

Foto: Getty Images

Bale, Portman, Leo e Firth, os ganhadores dos prêmios de atuação no Oscar 2011

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“O Discurso do Rei” confirmou o favoritismo e foi o grande vencedor do Oscar 2011, na noite deste domingo (27), no Kodak Theatre, em Los Angeles. A produção britânica sobre o rei britânico George 6º ganhou as estatuetas de melhor filme, diretor (Tom Hooper), ator e roteiro original, empatando com quatro prêmios com “A Origem”, reconhecido apenas nas categorias técnicas. Natalie Portman venceu como melhor atriz por “Cisne Negro”, enquanto Melissa Leo e Christian Bale levaram os Oscars de coadjuvante por seus papéis no filme “O Vencedor”.

Apesar do favorito da categoria de direção ser David Fincher, por “A Rede Social”, Hooper havia conquistado o prêmio do Sindicato dos Diretores, considerado o melhor termômetro para o Oscar. Aos 38 anos, o desconhecido cineasta britânico parabenizou os colegas. “Seus trabalhos foram extraordinários e estou honrado de estar ao lado de vocês”, disse ele, que dedicou a estatueta aos pais, presentes na festa.

As categorias de melhor ator e atriz foram apresentadas pelos vencedores do ano passado – Sandra Bullock e Jeff Bridges –, que introduziram os indicados um a um. Bullock, aliás, estava inspirada, com espírito de humorista. No caso de melhor ator, já era clara a vitória de Colin Firth, pelo papel do monarca gago. O astro britânico ameaçou dançar no palco para justificar seus agradecimentos rápidos e poder sair para os bastidores. Lembrou a equipe de “O Discurso do Rei”, o produtor Harvey Weinstein, por tê-lo descoberto “há 20 anos”, e ainda o estilista Tom Ford, que o dirigiu no ano passado em “Direito de Amar”. Firth ainda agradeceu à sua mulher, por aguentar suas “ilusões de realeza”.

Natalie Portman apoia estatueta de melhor atriz por “Cisne Negro” na barriga

Muito grávida, Natalie Portman superou Annette Bening (“Minhas Mães e Meu Pai”), mas não esqueceu das concorrentes. “Gostaria que meu prêmio fosse trabalhar ao lado dessas colegas”, disse. Agradeceu ao cineasta francês Luc Besson, com quem estreou no cinema, aos 11 anos, em “O Profissional”, e aos pais, por terem lhe dado a “oportunidade de trabalhar desde muito nova”. Além disso, a atriz israelense reconheceu o trabalho “visionário” do diretor Darren Aronofsky em “O Cisne Negro” e de todos os profissionais que a ajudaram a se preparar para o filme de dança, em especial o noivo, o coreógrafo Benjamin Millipied. “Ele está me dando o papel mais importante da minha vida”, declarou, se referindo ao futuro filho.

Representado na cerimônia por uma coprodução com a Grã-Bretanha no documentário “Lixo Extraordinário”, o Brasil mais uma vez não levou o Oscar. O filme sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz no aterro sanitário do Jardim Gramacho foi derrotado por “Trabalho Interno”, que desvenda os bastidores e causas da crise econômica mundial. O diretor Charles Ferguson comentou no microfone que, “passados três anos dessa fraude gigantesca, ninguém foi para a cadeia”.

Cerimônia decepciona

Ao longo de pouco mais de três horas, a 83ª edição do Oscar foi uma das mais monótonas dos últimos anos, e não só pela previsibilidade dos prêmios principais. Apesar de terem sido escalados por conta da jovialidade, os apresentadores Anne Hathaway e James Franco não injetaram energia à festa e tiveram participação discreta. Hathaway se limitou a trocar inúmeras vezes de vestido e Franco parecia assustado em cima do palco – as piadas lidas no teleprompter soavam exatamente assim. Nem o fato do ator de “127 Horas” aparecer travestido de Marylin Monroe, com peruca loira, teve graça. A breve intervenção de Billy Cristal, por exemplo, foi muito mais divertida do que o casal junto a noite inteira.

O início até que foi promissor, apesar da fórmula batida. Em um vídeo, Hathaway e Franco interagiam com cenas dos dez indicados a melhor filme, brincando com a trama de “A Origem”. A dupla entrava em um sonho de Alec Baldwin, apresentador no ano passado, para pedir dicas da cerimônia. Samuel L. Jackson fez uma participação especial. No fim, os dois apresentadores embarcavam numa máquina do tempo, o DeLorean de “De Volta para o Futuro”, e desciam no palco do Kodak Theatre.

A proposta dos organizadores de homenagear a história do Oscar e do cinema não se concretizou muito bem, ficando no esboço, e inovações, como a brincadeira de transformar “A Rede Social” e “A Saga Crepúsculo: Eclipe” em musicais, falharam miseravelmente. A tradicional homenagem da Academia a profissionais da indústria que morreram no último ano – como Tony Curtis, Leslie Nielsen, Claube Chabrol e Dennis Hopper, entre outros – soou melodramática demais na voz de Céline Dion. Bem mais acertada foi a lembrança de Lena Horne, uma das primeiras estrelas negras de Hollywood, cantando “Stormy Weather”, e o uso do palco do Kodak Theatre como uma grande tela de cinema.

A distribuição de prêmios foi bastante heterogênea, justamente pelo maior número de estatuetas para o mesmo longa-metragem ter sido apenas quatro. “A Rede Social”, apesar das três vitórias (roteiro original, montagem e trilha sonora), aspirava alto e deixou o Oscar 2011 com sensação de derrota. Não foi pior, no entanto, do que outros indicados a melhor filme que saíram de mãos abanando, caso de “127 Horas”, “Inverno da Alma”, “Minhas Mães e Meu Pai” e “Bravura Indômita”, este sim o maior derrotado, já que disputava dez categorias.

Kirk Douglas no palco

Emocionada, Melissa Leo recebeu a estatueta de atriz coadjuvante das mãos de Kirk Douglas, que surpreendeu ao encarar a tarefa aos 94 anos. Mesmo com dificuldades para falar e se apoiando numa bengala, o ator veterano mostrou bom humor, fez piadas e ainda mostrou seu lado galenteador. “Onde você estava quando eu fazia filmes?”, disse ele, jogando charme para Anne Hathaway, sem dar sinais de anunciar de uma vez a vencedora.

Leo confessou estar com as “pernas tremendo” – inclusive deixou escapar um palavrão no discurso de agradecimento –, mas mesmo assim se curvou para Douglas quando pegou o prêmio de suas mãos. A atriz agradeceu toda a equipe de “O Vencedor”, em especial à colega Amy Adams, também indicada na categoria. “Obrigado, Academia, por promover os filmes e respeitar o nosso trabalho”, disse ela, antes de deixar o palco.

O galês Christian Bale, por sua vez, dedicou seu prêmio à população de Lowell, Massachusetts, cidade industrial onde o filme foi rodado, e aos irmãos pugilistas Micky Ward e Dicky Eklund – a quem Bale interpreta –, que inspiraram a história do filme. “Isso está realmente acontecendo”, comentou, espantado. Contrariando sua fama de durão, Bale chorou ao agradecer à esposa e à filha. Esta foi a primeira vez desde 1965 que britânicos ganharam tanto o Oscar de ator e quanto o de ator coadjuvante.

O britânico David Seidler, 74 anos, brincou ao ganhar a estatueta de roteiro original por “O Discurso do Rei”. “Acho que sou a pessoa mais velha a receber esse prêmio. Espero que esse recorde seja quebrado rápido e com frequência”, disse.

Já o prêmio de roteiro adaptado foi entregue a Aaron Sorkin, de “A Rede Social”. Ele agradeceu ao elenco e em especial ao diretor David Fincher. “(Fincher) fez o filme dos sonhos de qualquer roteirista. Esse trabalho será um orgulho para mim para o resto de minha vida.” Também por “A Rede Social”, os compositores Trent Reznor – líder da banda Nine Inch Nails – e Atticus Ross surpreenderam o favorito Hans Zimmer, de “A Origem”, e levaram para casa o Oscar de trilha sonora.

“Toy Story” ganha dois prêmios

Nas categorias técnicas, “A Origem” teve quatro vitórias: melhor fotografia, efeitos especiais, mixagem de som e edição de som. “Alice no País das Maravilhas” ganhou os prêmios de direção de arte e figurino, este último para Colleen Atwood, que levou seu terceiro Oscar. Quem tem bem mais estatuetas do que ela é o maquiador Rick Baker – ele ganhou seu sétimo Oscar pelo trabalho em “O Lobisomem”. Seu primeiro prêmio, aliás, havia sido por um filme correlato, “Um Lobisomem Americano em Londres”, de 1981.

Como esperado, “Toy Story 3″ ganhou o Oscar de melhor animação em longa-metragem. O diretor Lee Unkrich recebeu a estatueta dourada e agradeceu às plateias de todo o mundo que fizeram a bilheteria da produção da Pixar, também indicada a melhor filme, ultrapassar a barreira do US$ 1 bilhão.

Randy Newman conquistou o prêmio de melhor canção original pelo mesmo filme e, bem humorado como sempre, fez graça no palco. “Minha percentagem está ótima. De 20 indicações, ganhei duas”, brincou. O australiano “The Lost Thing”, de Andrew Ruhemann e Shaun Tan, venceu o Oscar de melhor animação de curta-metragem.

O prêmio de melhor filme estrangeiro foi para “Em Um Lugar Melhor”, da diretora Susanne Bier, da Dinamarca, que superou o mexicano “Biutiful”. Esta é a terceira vez que o país conquista o Oscar da categoria.

Transmitida para mais de 200 países, a 83ª edição da festa terminou ao som de “Somewhere Over the Rainbow”, de “O Mágico de Oz”, cantada pelo coral P.S.22, composto por estudantes de 10 e 11 anos de escolas públicas de Nova York. Politicamente correto como a maioria absoluta das vitórias.

Veja a lista completa de vencedores do Oscar 2011:

Melhor fime: “O Discurso do Rei”
Melhor diretor: Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”
Melhor ator: Colin Firth, por “O Discurso do Rei”
Melhor atriz: Natalie Portman, por “Cisne Negro”
Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por “O Lutador”
Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por “O Lutador”
Melhor roteiro original: “O Discurso do Rei”
Melhor roteiro adaptado: “A Rede Social”
Melhor filme estrangeiro: “Em Um Mundo Melhor”, Dinamarca
Melhor trilha sonora: “A Rede Social”
Melhor canção original: “Toy Story 3″, com “We Belong Together”
Melhor fotografia: “A Origem”
Melhor montagem: “A Rede Social”
Melhor direção de arte: “Alice no País das Maravilhas”
Melhor figurino: “Alice no País das Maravilhas”
Melhores efeitos especiais: “A Origem”
Melhor animação em longa-metragem: “Toy Story 3″
Melhor animação em curta-metragem: “The Lost Thing”
Melhor mixagem de som: “A Origem”
Melhor edição de som: “A Origem”
Melhor maquiagem: “O Lobisomem”
Melhor curta-metragem: “God of Love”
Melhor documentário em curta-metragem: “Strangers No More”
Melhor documentário: “Trabalho Interno”

Marco Tomazzoni, iG São Paulo


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